O meu Norte

Não posso perder o meu Norte. Aquele Norte que tem uma estrela-guia que é cauda de constelação. Não me posso esquecer de a procurar no céu.
O Norte que vive em frente ao Sul e ao lado dos outros, seus amigos cardeais.
Eu sou do Norte, como o poderia perder? Não posso, não posso mesmo! Ele vive em mim, moldou-me a ele, construiu-me a minha essência, a do Norte. O Norte tem cheiros bons, a mar, a montanha, a terra húmida, a verde, a lealdade, a alma de gente boa. O Norte é granito, é força da natureza. O Norte é céu azul depois do cinzento. O Norte é franco ao dizer. O Norte é generoso na sua partilha. O Norte é esperança, o Norte sabe esperar. O Norte trabalha o que for preciso. O Norte é marinheiro, carpinteiro, e homem do campo. O Norte tem melodia nas suas brisas, nos seus ventos, nas suas chuvas e nos seus rios.
O Norte sabe o significado do para sempre!
O Norte é frio, agreste, implacável por vezes…
Mas o Norte conforta-me, acarinha-me e faz-me ser pertença dele. Tem braços fortes, o meu Norte. O Norte consegue abraçar daquela maneira que me faz sentir rendida e apaziguada com o mundo inteiro. O Norte sabe bem como me abraçar! O Norte sempre me recebeu bem, de volta a casa.
Mas o meu Norte por vezes é duro comigo, exigente. Gosta da minha palavra, não me admite frescura.
O Norte não gosta de hipocrisia.
O Norte consegue ser impiedoso. O Norte morde, quando o tentamos ignorar. O Norte é homem, tão depressa magoa como logo a seguir consegue acariciar com a sua voz calma, paciente e tolerante. O Norte sabe bem o que quer. O Norte sabe bem quem é e ao que vem. O Norte sabe o significado de ser incondicional. Gosto da personalidade que o meu Norte tem.
O Norte cobra o dizimo na forma da entrega total, sem hesitação, na hora.
O Norte é orgulhoso de si. O Norte precisa de atenção… precisa que o oiçam.
O Norte é para sempre. O Norte é de sempre o meu Norte mais amigo.
Como eu sou grata ao meu Norte..
Que nunca me escapes, Norte!

Publicado por cristina sottomayor

Tudo o que eu escrevo aqui é um misto de vivências minhas e pura ficção. Mas mesmo na ficção, não consigo deixar de ser inspirada por momentos bons ou maus que vivi ou vi acontecerem à minha volta.

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